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Campanha eleitoral começa na próxima quinta-feira

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Políticos já estarão autorizados a começar campanha a partir de 16 de agosto. Como as igrejas devem ser posicionar diante das eleições?

A campanha eleitoral para a eleição de 07 de outubro começa na próxima quinta-feira. A partir dessa data os candidatos já podem distribuir panfletos, realizar comícios, campanhas por redes sociais (desde que os posts não sejam pagos) e carros de som. As propagandas em rádio e televisão só serão permitidas a partir de 31 de agosto.

Nas eleições de 2018 serão eleitos governantes para os cargos de presidente de República, governadores, senadores e deputados federais e estaduais. A campanha desse ano vai durar menos 50 dias, sendo bem menor do que a de 2014, que durou cerca de 90 dias. Isso dá aos candidatos uma sensação de urgência, e espera-se que as próximas semanas sejam intensas, com bombardeio de informações e propagandas por todos os lados.

O cristão e as eleições, o voto cristão consciente

Diante desse cenário, é importante que cristãos estejam ainda mais atentos nos próximos dias. Em época de eleições, muitos candidatos brigam para conquistar o chamado “voto evangélico”, fazendo promessas e se aproveitando da fé das pessoas para chegarem ao poder.

Evidentemente, o cristão deve se inserir nas discussões, votar conscientemente e buscar candidatos que sejam coerentes com a palavra de Deus, que sejam íntegros e busquem a justiça e o bem da nação.

São muitos os textos bíblicos que incentivam que cuidemos na hora de eleger nosso governantes:

“Quando os justos florescem, o povo se alegra;quando os ímpios governam, o povo geme.” (Provérbios 29:2)

“Como um leão que ruge ou um urso feroz é o ímpio que governa um povo necessitado.
O governante sem discernimento aumenta as opressões, mas os que odeiam o ganho desonesto prolongarão o seu governo.” – Provérbios 28:15,16

“Para o governante que dá ouvidos a mentiras, todos os seus oficiais são ímpios.” – Provérbios 29:12

“O rei que exerce a justiça dá estabilidade ao país, mas o que gosta de subornos o leva à ruína.” – Provérbios 29:4

“Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas.” Romanos 13:1

Quando candidatos tomam o lugar de Cristo nos nossos cultos

A igreja não deve estar alheia à situação do país. Karl Barth, renomado teólogo suíço, dizia que o cristão deve carregar em uma das mãos a Bíblia e na outra o jornal. Exercer a cidadania faz parte do dever cristão.

Entretanto, muitos cristãos tem colocado a esperança em candidatos X ou Y como redentores da nação. Acreditam que se eles forem eleitos, serão a solução para todos os problemas do Brasil.

Nesse mesmo espírito, pastores e líderes confundem a relação entre a igreja e política e entregam os púlpitos para que candidatos façam campanha, dedicam espaço a ideologias, e fazem de um pecador o centro do culto que deveria ser somente a Deus.

Esse comportamento contraria as palavras do próprio Cristo:

“Jesus respondeu: “Está escrito: ‘Adore o Senhor, o seu Deus, e só a ele preste culto'” – Lucas 4:8.

Muitos chegam ao ponto de ordenar que os membros da igreja votem em certo candidato, baseando-se em supostas promessas e profecias, no chamado voto de cajado”.

Devemos ter em mente que, mesmo que um candidato seja íntegro, defenda ideais cristãos e compartilhe da nossa fé, ele ainda é um pecador e em nenhuma circunstância será o salvador da nação. A Palavra de Deus deixa claro que somente no Senhor a justiça será plenamente satisfeita.

“Muitos desejam os favores do governante, mas é do SENHOR que procede a justiça.” – Provérbios 29:26

“E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.” 2 Crônicas 7:14

Nesse período eleitoral, tome cuidado com o voto de cajado. Fuja da idolatria de prestar culto a algum candidato ou ideologia. Lembre-se de que a solução para o Brasil está em Deus e nossa missão é antes de tudo, anunciar a salvação por meio de Jesus Cristo em nosso país e até os confins da Terra.

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Justiça derruba liminar que proibia peça com Jesus trans

Tribunal de Justiça de São Paulo revogou a liminar que proibia a encenação da peça “O Evangelho segundo Jesus, rainha do céu” no Sesc de Jundiaí (SP). A apresentação da peça havia sido proibida por uma liminar em setembro do ano passado, após uma moradora entrar com uma ação na Justiça contra o espetáculo.

Após a proibição, o Sesc de Jundiaí interpôs um agravo de instrumento pedindo a liberação da peça, que foi acatada, também em caráter provisório. O acórdão do Tribunal de Justiça publicado na última segunda-feira (19) confirmou a liminar que derruba a proibição da peça.

Para o relator do acórdão, desembargador José Luiz Mônaco da Silva, a proibição “feriu de morte a atividade artística da atriz transgênero que interpreta o personagem bíblico Jesus Cristo.”.

“Pode-se até não concordar com o conteúdo da peça, mas isso não é motivo suficiente para alguém bater às portas do Judiciário para impedir a sua exibição. Basta não assistir ao espetáculo!”, ressaltou.
O julgamento teve a participação também dos desembargadores Erickson Gavazza Marques e James Siano e Moreira Viegas. Todos foram favoráveis à revogação da liminar que proibia a encenação da peça na cidade.

Proibição
Na liminar que proibiu a encenação da peça, o juiz Luiz Antônio de Campos Júnior, da 1º Vara Cível de Jundiaí, dizia: “Uma vez que, muito embora o Brasil seja um Estado Laico, não é menos verdadeiro o fato de se obstar que figuras religiosas e até mesmo sagradas sejam expostas ao ridículo, além de ser uma peça de indiscutível mau gosto e desrespeitosa ao extremo.”

O espetáculo é uma mistura de monólogo, contação de histórias e traz Jesus representado por um transgênero. O grupo teatral que encenaria o espetáculo – classificado para maiores de 18 anos – lamentou a decisão da Justiça na época.

Na ocasião, em uma publicação nas redes sociais a diretora da peça, Natália Mallo disse que foi a primeira vez que o espetáculo foi impedido de ser apresentado.

O fato é que nós cristãos nos sentimos ridicularizados por ver que atuam com deboche sobre nossa crença, nossa fé, nosso Deus.
Não. Não basta não ver a peça, afinal, a peça continua sendo um insulto à vida, ministério, morte e ressurreição de Cristo. Não se trata de historinha e sim de fatos históricos, além de ser uma péssima representação de uma divindade, o Cristo.

 

Com informações G1
Imagem: reprodução web/Lilian Fernandes

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Consciência Cristã trará para Campina pessoas de 560 cidades dos 27 estados do país

Ao longo de 20 anos, o Encontro Para Consciência Cristã ultrapassou fronteiras e passou a contar com um público cada vez mais numeroso.  O nível da programação que conta com preletores nacionais e internacionais e eventos paralelos sobre diferentes temáticas da pauta cristã vêm sendo decisivo para este crescimento. A três dias de sua realização, o evento já registra inscrições de pessoas das 27 unidades da federação, representados através de 560 cidades. A maioria dos participantes está concentrada nos municípios das regiões Nordeste e Sudeste.

No lançamento da Consciência Cristã, o prefeito Romero Rodrigues destacou a importância do evento como o que mais cresce e o maior no calendário turístico da cidade, depois dos festejos juninos de Campina Grande. Uma importância constatada através de pesquisa. De acordo com o Instituto 6Sigma,  o impacto econômico gerado pelos turistas que participaram do evento foi superior a R$ 2 milhões, com 1.878 pessoas hospedadas na rede hoteleira de Campina Grande.

O evento realizado no Parque do Povo começa na próxima quinta-feira (8) e prossegue até o dia 13 de fevereiro, com 32 preletores, 18 plenárias nos turnos da manhã e da noite, 15 eventos paralelos, incluindo os eventos Consciência Teen, Consciência Jovem e Consciência Kids e um workshop, além de três cursos promovidos em parceria com o Seminário Martin Bucer.

Para a realização das plenárias, dos cursos e eventos paralelos há 15 locais, distribuídos no Parque do Povo, onde está o Tabernáculo, o anexo ao Tabernáculo, o Museu da Bíblia, o Pavilhão Jovem e o Kids, além do Teatro Municipal Severino Cabral, Centro Cultural, Centro da Jovem, Clube da Bolsa, Teatro Rosil Cavalcanti,  Igreja Congregacional 13 de Maio,  1ª Igreja Batista, Igreja Congregacional do Calvário,  Igreja Congregacional do Canal e a Igreja Presbiteriana Central.

O Museu da Bíblia, onde será realizado o workshop sobre as Escrituras e uma exposição itinerante, a  6ª Feira de Livros da Consciência Cristã, montada na área da pirâmide do Parque do Povo com mais de 5 mil títulos de 23 editoras cristãs, somada à Praça de Alimentação, que este ano compreende restaurante, lanchonete e tapiocaria e a comodidade do estacionamento Zona Azul em mais de 20 ruas adjacentes ao Parque do Povo completam a grandiosa estrutura montada pela Visão Nacional Para Consciência Cristã (VINACC), entidade responsável pela realização do evento.

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Ex-jogadora Ana Paula critica aceitação de transexuais em times de vôlei femininos

O caso de Tifanny – atleta transexual que tem atuado no vôlei feminino – tem gerado muita polêmica, não só entre os ‘mais conservadores’, mas também entre muitos atletas, inclusive as próprias jogadoras da categoria.

Em um carta aberta “aos dirigentes do Comitê Olímpico Internacional (COI) e estendida aos dirigentes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), da Federação Internacional de Vôlei (FIVB) e da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), em defesa das modalidades femininas dos esportes profissionais”, publicada pelo jornal Estadão, a ex-jogadora e campeã mundial de vôlei de quadra e de praia, Ana Paula Henkel, questiona se as atletas transexuais não teriam vantagem sobre as jogadoras mulheres, uma vez que, apesar da transição, elas nasceram e se desenvolveram com as características biológicas de um homem, principalmente a força.

Ana Paula criticou o fato de um time feminino ter em quadra uma “jogadora” que biologicamente ainda é um homem, jogando contra mulheres.

“A verdade mais óbvia e respeitada por todos os envolvidos no esporte é a diferença biológica entre homens e mulheres. Se não houvesse, por que estabelecer categorias separadas entre os sexos? Por que colocar a rede de vôlei masculina a 2,43m de altura e a feminina com 2,24m? Basta uma análise superficial com um mínimo de bom senso no porte físico de jogadores de basquete masculino e feminino para entender que não são intercambiáveis”, destacou.

Ana Paula lembrou que suas declarações não têm qualquer intenção de expressar homofobia, nem mesmo “transfobia”, mas sim de chamar a atenção das autoridades responsáveis pelo Esporte para a distorção de valores que devem ser respeitados, como a própria diversidade e as diferenças.

“Na celebração das diferenças é que nos tornamos ainda mais unidos, homens e mulheres, dentro e fora das quadras. E é apenas com esse legado que podemos olhar para cada indivíduo como um ser único e especial”, afirmou.

“Num tempo em que a militância política condensa e resume o pensamento às pautas ideológicas para negar a realidade, não é difícil identificar a armadilha em que as entidades esportivas caíram e que podem levar junto todo o esporte feminino”, acrescentou.

Ainda destacando que não tem o objetivo de colocar as mulheres em patamar inferior aos homens, Ana Paula continuou chamando a atenção para exemplos que comprovam as diferenças biológicas entre atletas da ala feminina e masculina, justamente o que justifica a separação em categorias.

“A nadadora americana Allison Schmitt estabeleceu o recorde mundial dos 200 metros (livre) em 1:53.61, um feito admirável, mas quando comparado aos 1:42.96 de Michael Phelps na mesma prova só evidencia a óbvia diferença física entre homens e mulheres”, lembrou. “Seleções de futebol feminino costumam treinar (e perder) de times masculinos sub-17. Os exemplos são infinitos de como não faz sentido misturar homens e mulheres em modalidades onde a força física faz diferença no resultado final”.

“É justo simplesmente fingir que estas inegáveis diferenças biológicas não existem em nome de uma agenda político-ideológica que servirá para cercear um espaço tão duramente conquistado pelas mulheres ao longo de séculos? Como aceitar homens ‘biológicos’ em competições como lutas, batendo impiedosamente em mulheres e ainda ganhando dinheiro, fama e medalhas por isso? Será que todos enlouquecemos ao permitir tamanho descalabro?”, questionou.

Médicos também têm se pronunciado sobre a questão e contestado a recomendação do COI para permitir atletas transexuais competirem entre mulheres com apenas um ano de baixos níveis de testosterona.

“Inúmeros fisiologistas já atestaram que esse parâmetro estabelecido pelo COI não reverte os efeitos do hormônio masculino na já finalizada construção de ossos, tecidos, órgãos e músculos ao longo de décadas. Treinadores de voleibol no Brasil e na Itália já relatam que agentes esportivos estão oferecendo atletas trans que já podem competir no vôlei feminino, homens biológicos que ocuparão o lugar de mulheres nos times. Até quando vamos assistir calados a tudo isso? Eu me recuso”, destacou.

Segundo Ana Paula, muitas jogadoras de vôlei acabam não expressando sua indignação sobre o assunto pela total falta de proteção das entidades esportivas.

“É uma diferença muito grande e nos sentimos impotentes”, relatou Juliana Fillipeli, atleta do time de vôlei do Pinheiros. A declaração da atleta foi dada após assistir Tiffany Abreu, ex-Rodrigo, vencer seu time e ser, mais uma vez, recordista em pontos na partida.

Tiffany chegou a jogar na Superliga Masculina do Brasil como Rodrigo, mas hoje bateu recorde na Superliga Feminina em apenas poucos jogos, deixando para trás a campeã olímpica Tandara – uma das melhores atacantes do Brasil e do mundo.

Hormônio masculino e dopping

Ana Paula continuou apontando as incoerências desta decisão do Comitê Olímpico em aceitar transexuais nos times que condizem à suas respectivas “identidades de gênero”, lembrando que entidades como a ‘Agência Mundial Antidoping’ (WADA) sempre fiscalizou com rigor a quantidade de hormônio masculino nas atletas femininas, justamente por reconhecer o efeito que a substância pode causar no desempenho da mulher em quadra.

“Fui testada dentro e fora das competições para provar que meu corpo não estava sendo construído em nenhum momento da minha vida com testosterona. De todos os testes, um dos mais importantes para mulheres é o que mede exatamente o nível do hormônio masculino, proibido de ser usado ou mesmo de ser naturalmente produzido em qualquer fase da vida de uma atleta mulher, além do permitido”, disse.

“Em resumo, desde a adolescência preciso provar, cientificamente, que sou mulher para competir e depois manter minhas conquistas, títulos e medalhas. Quantas mulheres não perderam títulos ou foram banidas do esporte especificamente por conta deste hormônio que sobra num corpo masculino normal? Havia uma relação de confiança mútua entre atletas, entidades e confederações para garantir o esporte limpo, justo e honesto, sem atalhos ou trapaças. Esta relação está a um passo de ser quebrada”, acrescentou.

Ana Paula finalizou sua carta aberta reconhecendo que o combate à intolerância deve continuar a ser promovido, mas a inclusão de homens (biologicamente falando) em times femininos, pelo simples fato de terem buscado uma ‘transição de gênero’ é precipitada.

“Essa apressada e irrefletida decisão de incluir biologicamente homens, nascidos e construídos com testosterona, com altura, força e capacidade aeróbica de homens, sai da esfera da tolerância e constrange, humilha e exclui mulheres”, protestou.

Leia na íntegra a carta de Ana Paula publicada no jornal Estadão:

Esta é uma carta aberta aos dirigentes do Comitê Olímpico Internacional (COI) e estendida aos dirigentes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), da Federação Internacional de Vôlei (FIVB) e da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), em defesa das modalidades femininas dos esportes profissionais.

Prezados,

Antes de tudo, quero agradecer ao COB e à CBV pela oportunidade de representar meu país em quatro Olimpíadas e inúmeros mundiais no vôlei de quadra e de praia. Foram anos de enorme sacrifício e prazer testemunhando diariamente os valorosos ideais do Barão de Coubertin, ideais que morarão para sempre em minha alma.

Poder representar meu país entre os melhores do mundo é a maior honra que qualquer atleta pode sonhar na carreira. Entre os títulos alcançados, certamente a confiança depositada em mim, de que eu representaria com respeito e dignidade o esporte brasileiro durante 24 anos da minha vida, está entre as mais importantes conquistas da minha carreira.

É com respeito mas com grande preocupação que escrevo às entidades responsáveis pelo esporte sobre a ameaça de total desvirtuação das competições femininas que ocorre atualmente com a aceitação de atletas que nasceram homens, que desenvolveram musculatura, ossos, capacidade pulmonar e cardíaca como homens, em modalidades criadas e formatadas especificamente para mulheres. Se alguém tem que ir à público e pagar um preço em nome da verdade, do bom senso e dos fatos, estou disposta a arcar com as consequências. O espaço conquistado de maneira íntegra por mulheres no esporte está em jogo.

Tenho orgulho de ser herdeira dos valores que construíram a civilização ocidental, a mais livre, próspera, tolerante e plural da história da humanidade. Este legado sócio-cultural único permitiu que nós mulheres pudéssemos conquistar nosso espaço na sociedade, no mercado e nos esportes. Na celebração das diferenças é que nos tornamos ainda mais unidos, homens e mulheres, dentro e fora das quadras. E é apenas com esse legado que podemos olhar para cada indivíduo como um ser único e especial.

Num tempo em que a militância política condensa e resume o pensamento às pautas ideológicas para negar a realidade, não é difícil identificar a armadilha em que as entidades esportivas caíram e que podem levar junto todo o esporte feminino. Sabemos da força do esporte para elevar o espírito humano acima das guerras e conflitos, especialmente a cada quatro anos, quando durante três semanas mágicas testemunhamos o que há de melhor e mais nobre em todos nós. É esse legado que precisamos defender.

A verdade mais óbvia e respeitada por todos os envolvidos no esporte é a diferença biológica entre homens e mulheres. Se não houvesse, por que estabelecer categorias separadas entre os sexos? Por que colocar a rede de vôlei masculina a 2,43m de altura e a feminina com 2,24m? Basta uma análise superficial com um mínimo de bom senso no porte físico de jogadores de basquete masculino e feminino para entender que não são intercambiáveis.

A nadadora americana Allison Schmitt estabeleceu o recorde mundial dos 200 metros (livre) em 1:53.61, um feito admirável, mas quando comparado aos 1:42.96 de Michael Phelps na mesma prova só evidencia a óbvia diferença física entre homens e mulheres. Seleções de futebol feminino costumam treinar (e perder) de times masculinos sub-17. Os exemplos são infinitos de como não faz sentido misturar homens e mulheres em modalidades onde a força física faz diferença no resultado final.

É justo simplesmente fingir que estas inegáveis diferenças biológicas não existem em nome de uma agenda político-ideológica que servirá para cercear um espaço tão duramente conquistado pelas mulheres ao longo de séculos? Como aceitar homens “biológicos” em competições como lutas, batendo impiedosamente em mulheres e ainda ganhando dinheiro, fama e medalhas por isso? Será que todos enlouquecemos ao permitir tamanho descalabro?

Médicos já começam a se pronunciar sobre a evidente vantagem de atletas transexuais no esporte feminino e contestam a recomendação feita pelo COI de permitir atletas trans de competirem entre mulheres com apenas um ano com o nível de testosterona baixo. Inúmeros fisiologistas já atestaram que esse parâmetro estabelecido pelo COI não reverte os efeitos do hormônio masculino na já finalizada construção de ossos, tecidos, órgãos e músculos ao longo de décadas. Treinadores de voleibol no Brasil e na Itália já relatam que agentes esportivos estão oferecendo atletas trans que já podem competir no vôlei feminino, homens biológicos que ocuparão o lugar de mulheres nos times. Até quando vamos assistir calados a tudo isso? Eu me recuso.

Esportistas em geral e jogadoras de vôlei em particular estão sendo patrulhadas e cerceadas da sua liberdade de expressão. Muitas não expressam sua indignação pela total falta de proteção das entidades esportivas, coniventes com esse disparate. “É uma diferença muito grande e nos sentimos impotentes”, relata Juliana Fillipeli, atleta do time de vôlei do Pinheiros, depois de assistir Tiffany Abreu, ex-Rodrigo, vencer seu time e ser, mais uma vez, recordista em pontos na partida. Tiffany, que jogou na Superliga Masculina no Brasil como Rodrigo, é hoje a maior pontuadora da Superliga Feminina em apenas poucos jogos, deixando para trás a campeã olímpica Tandara, uma das melhores atacantes do Brasil e do mundo.

Durante 24 anos dedicados ao voleibol, fui submetida ao mais rigoroso controle antidoping por todas as entidades esportivas, incluindo a Agência Mundial Antidoping (WADA). Fui testada dentro e fora das competições para provar que meu corpo não estava sendo construído em nenhum momento da minha vida com testosterona. De todos os testes, um dos mais importantes para mulheres é o que mede exatamente o nível do hormônio masculino, proibido de ser usado ou mesmo de ser naturalmente produzido em qualquer fase da vida de uma atleta mulher, além do permitido.

Em resumo, desde a adolescência preciso provar, cientificamente, que sou mulher para competir e depois manter minhas conquistas, títulos e medalhas. Quantas mulheres não perderam títulos ou foram banidas do esporte especificamente por conta deste hormônio que sobra num corpo masculino normal? Havia uma relação de confiança mútua entre atletas, entidades e confederações para garantir o esporte limpo, justo e honesto, sem atalhos ou trapaças. Esta relação está a um passo de ser quebrada.

O material colhido de anos atrás para testes antidoping de todos os atletas, como eu, continua guardado até hoje e pode ser novamente acessado e testado. Uma nova medição que constate níveis incompatíveis de testosterona num corpo feminino pode retirar títulos retroativamente, conquistas de anos ou décadas anteriores. Este nível de rigor foi totalmente abandonado para acomodar transexuais que até pouco tempo eram homens, alguns deles tendo competido profissionalmente como homens. O que uma amostra de anos atrás de atletas transexuais femininas acusaria? É simplesmente inaceitável.

O combate ao preconceito contra transexuais e homossexuais é uma discussão justa e pertinente. A inclusão de pessoas transexuais na sociedade deve ser respeitada, mas essa apressada e irrefletida decisão de incluir biologicamente homens, nascidos e construídos com testosterona, com altura, força e capacidade aeróbica de homens, sai da esfera da tolerância e constrange, humilha e exclui mulheres.

Assistimos atualmente entidades esportivas fechando os olhos para a biologia humana na tentativa de ludibriar a ciência em nome de agendas político-ideológicas. Assistimos atualmente um grande deboche às mulheres e a cumplicidade dos responsáveis pelo esporte no mundo com a forma suprema de misoginia. Uma declaração de boas intenções das entidades encarregadas de proteger o esporte escrupuloso e correto não é suficiente para justificar tamanho absurdo.

O esporte sempre foi um grande e respeitado veículo de conquistas femininas, uma arma que sempre evidenciou o mérito das mulheres àqueles que tentaram impor limites aos sonhos de todas que lutaram e lutam para mostrar nosso verdadeiro valor, talento, capacidade de superação e mérito. Numa semana que celebramos Martin Luther King Jr., deixo aos dirigentes do esporte mundial uma de suas célebres frases: “nossas vidas começam a terminar no dia que nos silenciamos para as coisas que são realmente importantes.”.


Com informações Guia-me e Estadão
Imagem: reprodução

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Governo Temer retira ‘gênero’ da base curricular e mistura tema com religião

De acordo com as informações da Folha de São Paulo, que teve acesso à nova versão da base, encaminhada ao CNE (Conselho Nacional de Educação) no dia 29 de novembro, as menções ao que tange assuntos sobre ‘gênero’ foram excluídas da nova versão da Base Nacional Comum Curricular pelo Ministério da Educação do governo Michel Temer.

Agora, “gênero” e “sexualidade” deverão ser abordados através das matérias de ensino religioso. O objetivo é que se discuta o assunto nas escolas segundo às tradições religiosas.

A base define aquilo que os alunos devem aprender, a cada ano, na educação básica. Só a parte que vai da educação infantil ao ensino fundamental está em discussão. A discussão sobre ensino médio foi congelada pelo governo.

A proposta de currículo que a gestão Temer tenta aprovar contém pontos revisados pelo ministério a partir da terceira versão, que havia sido mandada ao CNE em abril. O texto tem recebido sugestões de emendas de conselheiros em todas as áreas.

O MEC já havia retirado, sem alarde, três menções ao respeito à identidade de “gênero” e “orientação sexual” da terceira versão da base. Agora, a Folha identificou ao menos dez trechos suprimidos pela equipe do ministro Mendonça Filho (DEM-PE).

Já na introdução, um texto que elencava as dez competências gerais da base indicava que as escolas deveriam valorizar a diversidade, “sem preconceitos de origem, etnia, gênero, idade, habilidade/necessidade, convicção religiosa”. Na nova versão, só se fala em “preconceitos de qualquer natureza”.

STATUS

As menções apagadas pelo ministério atingiram as áreas de ciências humanas, artes e educação física. Mas a discussão de “concepções de gênero e sexualidade, segundo diferentes tradições religiosas” foi parar como proposta de currículo do 9º ano na parte de ensino religioso.

A previsão de conteúdos de ensino religioso havia sido retirada da base na terceira versão, por ser área de ensino optativo, segundo a legislação.

Mas, com a nova revisão, esse bloco não só voltou como se tornou uma área de conhecimento, com mesmo status de matemática ou linguagens.

Luís Carlos de Menezes, pesquisador em educação e professor da USP, avalia ser contraditório que a base tenha ensino religioso. “Como somos um país laico, não deveria ser parte formal.”

O MEC não respondeu se, em razão dessa previsão, as escolas deverão incluir esses assuntos no currículo. Após a implementação, a base deve ser seguida por todas as escolas, públicas e privadas.

Em nota, a pasta se limitou a responder que, no momento, “aguarda o término das discussões para comentar”.

 

 

Com informações Folha de São Paulo
Imagem: Reprodução web

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Comissão da Câmara dos Deputados adia votação de PEC que pode proibir aborto

A comissão especial da Câmara dos Deputados criada para analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 181 adiou, nesta terça-feira (5), a conclusão da votação do relatório.

Inicialmente a proposta altera um artigo da Constituição e aumenta o prazo da licença-maternidade das mães que tiveram filhos nascidos prematuramente para 240 dias. Porém, foi incluída no texto uma outra alteração que pode proibir qualquer tipo de aborto no país, mesmo nos casos legalizados.

A comissão havia sido criada em novembro de 2016 para discutir a o aumento da licença-maternidade. No mesmo mês, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que abortos até o terceiro mês não eram considerados crimes. Mesmo sendo apenas para um caso, a decisão dos ministros acabou por abrir um precedente.

Devido do resultado do julgamento, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, instalou uma comissão para debater a decisão do Supremo. Por se tratar de uma proposta que estava mais avançada na Casa, os deputados resolveram então incluir a mudança.

O texto base já foi aprovado pela comissão, faltando apenas votar os destaques, que podem alterar o conteúdo. Após a conclusão, o texto segue para o plenário da Câmara. Por ser tratar de uma PEC, serão necessários os votos de 308 dos 513 deputados, além de duas votações. Caso seja aprovada, segue para análise do Senado.

Durante a sessão, manifestantes contra e a favor do aborto estiveram presentes.

O adiamento acontece devido a ordem do dia no plenário da Casa, quando é aberta a votação. Uma nova reunião para discutir a proposta está marcada para esta quarta-feira (6).

 

Com informações Pleno News e Folha Gospel
Imagem: reprodução web

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Conselho Nacional de Justiça habilita líderes religiosos para mediação de conflitos

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) tem habilitado pastores, padres e outros líderes religiosos como mediadores judiciais.

Com base na experiência dos líderes religiosos como pacificadores em suas comunidades, o Poder Judiciário começa a apostar cada vez mais na capacitação dessas pessoas para atuarem como mediadores judiciais, atingindo, dessa forma, dois objetivos: ampliar o acesso da população ao Judiciário e evitar que demandas que possam ser resolvidas por meio da conciliação acabem desaguando na Justiça, onde a solução pode demorar anos.

O pastor Josimar Francisco, da igreja Evangélica Assembleia de Deus de Brasília/DF, por exemplo, se emociona ao lembrar do dia em que mediou um encontro de conciliação entre dois jovens para tentar resolver uma mágoa que os atormentava: há três anos, um deles deu um tiro no outro por conta de uma desavença, o que gerou rivalidade entre grupos da comunidade no entorno da capital federal.

Situações como essa são comuns na rotina de líderes de diversas religiões, procurados pela população em busca de uma solução para problemas como divórcios, guarda de filhos, dívidas, causas trabalhistas, reparações de consumidores.

O programa “Mediar é Divino”, iniciado em 2016 em Goiânia pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), hoje também adotado pelos tribunais do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), do Paraná (TJPR) e do Mato Grosso do Sul (TJMS), já formou as primeiras turmas de líderes religiosos conciliadores e mediadores.

O curso é dado por instrutores formados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e baseado nas diretrizes da Resolução n. 125 do CNJ, que criou, em 2010, a Política Judiciária de Tratamento de conflitos; adotada para tribunais, Núcleos Permanentes de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos e Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs).

Outros tribunais como os de Pernambuco (TJPE) e Ceará (TJCE) manifestaram interesse em fazer visitas técnicas para conhecer o programa do tribunal goiano. As embaixadas da Angola e Guiné-Bissau também se preparam para fazer o curso com intenção de implantar o programa no Poder Judiciário desses países.

“O grande problema do poder Judiciário é a estrutura. Vimos nas instituições religiosas um parceiro forte para levar a conciliação à população”, diz o juiz Paulo César Alves das Neves, coordenador adjunto do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do TJGO e responsável pela implantação do programa.

Todas as religiões juntas

Ao implantar o “Mediar é Divino”, programa pioneiro no País, o juiz Paulo das Neves optou por não separar os participantes por religião, mas colocar todos na mesma turma, com objetivo de combater também a intolerância religiosa. O magistrado fez contato com líderes católicos, evangélicos, espíritas e umbandistas, entre outros.

“Já tivemos líderes do candomblé com representantes da igreja católica dividindo a mesma mesa de prática de conciliação. Hoje temos até um líder espírita que realiza mediação dentro do espaço da igreja católica”, disse o juiz.

O curso de formação tem 40 horas de aulas teóricas e 80 horas de aulas práticas, em que os futuros conciliadores atuam para resolver conflitos que chegam aos tribunais, sob a supervisão dos instrutores. O conteúdo dos cursos e as exigências para fazê-lo são os mesmos de qualquer outro profissional – entre as condições, é preciso ter nível universitário e ser formado há mais de dois anos.

Depois de capacitados, o próximo passo é instalar em ambiente religiosos, uma igreja ou em um terreiro de umbanda, um espaço para a conciliação, conforme os moldes do CNJ, com auxílio e fiscalização do tribunal. Em Goiânia, já existe esse espaço em duas igrejas católicas, uma evangélica e um centro espírita.

“Trata-se de um local de acolhimento, onde serão trabalhados os conflitos levados pelos próprios fiéis, com a possibilidade de encaminhar os eventuais acordos para homologação judicial”, explica a desembargadora Lidia Maejima, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR).

No Paraná, a primeira turma, formada por 21 representantes das comunidades católica, evangélica, espírita e afro-espírita concluiu o curso de capacitação no dia 9 de junho. Na opinião da desembargadora Lídia Maejima, a capacitação dos religiosos permitirá a diminuição dos conflitos, deixando para o Judiciário aquelas causas mais complexas ou que necessitem, de fato, de uma intervenção judicial.

Em Brasília, a primeira turma de religiosos foi capacitada pelo TJDFT. Duas igrejas já instalaram o espaço de conciliação – uma católica e outra evangélica. Para o segundo vice-presidente do TJDFT, desembargador José Jacinto Costa Carvalho, a aposta é que o programa terá bons resultados no DF, especialmente pelo fato de as cidades satélites estarem bem próximas à capital, facilitando o apoio do tribunal. “O líder religioso acaba sendo um aconselhador, isso é histórico. Após o treinamento, poderão dar esse aconselhamento não apenas intuitivamente, mas dentro das técnicas da mediação e de resolução de conflitos”, diz o desembargador.

Pacificar a comunidade

Para o pastor Josimar Francisco, da igreja Evangélica Assembleia de Deus de Brasília, a técnica adquirida permitirá a solução de conflitos que vão muito além do aconselhamento espiritual. “Eu tinha técnicas espirituais, mas quando uma pessoa está querendo reparação judicial eu me sentia impotente, mandava procurar a Justiça”, diz o pastor, que atua há 23 anos na igreja e é formado em Teologia, Filosofia, Administração e Pedagogia.

De acordo com o pastor, todos os dias chegam a ele pessoas da comunidade procurando ajuda para os mais variados problemas. O caso que mais o marcou foi o do jovem que não conseguia trabalhar ou estudar por medo de que alguém o matasse por vingança. Há alguns anos ele deu um tiro em um colega. A vítima sobreviveu. A tentativa de homicídio gerou um conflito na comunidade e fez com que o jovem que deu o tiro e sua família tivessem de se mudar de lá. O pastor mediou um encontro entre os jovens e suas famílias, que resultou em um pedido de perdão, aceito prontamente.

“A gente não repara só o dano moral ou material, a gente recupera a convivência das pessoas que são da mesma comunidade e muitas vezes frequentam a mesma igreja”, disse o pastor.

Imparcialidade na conciliação

Uma das preocupações dos tribunais é que a mediação ocorra sem a interferência da religião, ainda que a doutrina religiosa possa limitar o tipo de demanda a ser resolvida no ambiente – algumas igrejas católicas, por exemplo, não aceitam o procedimento de divórcio ou separação. “Antes do curso, só podíamos ouvir as pessoas e dar aconselhamento espiritual, e agora saberemos como trabalhar o social e a espiritualidade, sem deixar uma influenciar a outra”, diz Sérgio Doniseti Wilha Dias, ministro da palavra na Paróquia Nossa Senhora da Cruz, em Curitiba/PR.

A paróquia está situada no bairro Cidade Industrial de Curitiba, que possui cerca de 200 mil pessoas, um dos maiores da cidade. “Acredito que quem vai ganhar mais com esse trabalho é a sociedade, esperamos que se torne um espaço conhecido no bairro”, diz. Segundo Sérgio, que é formado em Teologia, a proposta da igreja é acolher toda comunidade, sem questionar quem é ou não católico.

“Não pode deixar a religião interferir no acordo, por isso a atuação dos núcleos é fiscalizada pelo tribunal e os acordos têm que passar por um promotor e um juiz para serem homologados”, diz o juiz Paulo das Neves, do TJGO. De acordo com ele, um eventual desvio de finalidade pode até culminar no descredenciamento do local.

 

Fonte: Agência CNJ de Notícias
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Autoridades dizem que igrejas têm sido usadas para fins eleitorais

O Brasil atravessa uma crise política sem precedentes e as eleições 2018 serão uma oportunidade para que a população escolha candidatos que não estejam envolvidos com corrupção. No entanto, a Procuradoria-Geral Eleitoral teme que candidatos ligados a igrejas tenham vantagens, pois considera que as denominações têm sido usadas para fins eleitorais.

O vice-procurador-geral eleitoral, Nicolao Dino, disse que a PGE tem “extrema preocupação” com a disputa das eleições no próximo ano. “Em linhas regrais é um fenômeno que tem se revelado muito frequente”, afirmou, fazendo referência às denúncias por abuso de poder religioso.

Informações publicadas pelo portal Uol apontam que existem dois tipos de fraudes mais frequentes associadas ao uso das igrejas como plataformas eleitorais: o uso dos dízimos e ofertas – com indução aos fiéis para doações com esse fim – na campanha; e o discurso de convencimento dos fiéis feito pelos líderes religiosos.

“Há situações que se observa a extrapolação da liberdade religiosa no sentido de transformá-la, de convertê-la em situações de constrangimento ou mesmo de pressão aos fiéis. Portanto essas situações podem se configurar nisso que tem se chamado de abuso de poder religioso”, explicou Dino.

“Há muitas vertentes religiosas que movimentam recursos financeiros de expressão e, quando isso se associa à manipulação da fé, acaba por assumir contorno de extrema preocupação na manipulação da vontade do eleitor”, acrescentou.

Um caso específico foi apontado como exemplo, já que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgou que o mandato do prefeito de Nova Lima (MG), Cássio Magnani Júnior (PMDB) e sua vice, Maria de Fátima (PT), deveriam ser cassados por conta de abuso de poder religioso, já que haviam se beneficiado da outorga de dois terrenos à Igreja do Evangelho Quadrangular (IEQ), em 2012.

“O abuso de poder tem um caráter de ser um fenômeno com diversas formas de manifestação. Ele se configura na modalidade de abuso de poder econômico, político, cultural. E agora estamos encontrando situações em que há uma extrapolação da manipulação no exercício da atividade religiosa, algo que está previsto na Constituição, mas que acaba por se revelar em algumas situações como pressão, constrangimento à manipulação da fé”, concluiu Nicolao Dino.

 

Com informações: Uol e Gospel+
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STJ decide que líder da ‘Igreja da Maconha’ permaneça preso

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu na terça-feira, 20, manter preso o líder da 1ª igreja rastafári do Brasil – que ficou conhecida como “Igreja da Maconha”–, Geraldo Antonio Baptista, o Ras Geraldinho. Preso com 37 pés de maconha em 2012 em uma chácara na Praia dos Namorados, em Americana, ele foi condenado em agosto de 2013 a 14 anos de prisão, e após recursos movidos por sua defesa, a pena foi reduzida pelos ministros para 10 anos e 3 meses. Com a progressão penal, Geraldinho já está no regime semiaberto em Hortolândia desde o fim do ano passado, e a previsão é que consiga liberdade condicional em agosto.

Geraldinho fundou em Americana a 1ª Igreja Niubingui Etiope Copic de Sião do Brasil, que tinha como parte de seu culto o uso da maconha. Ele foi preso em agosto de 2012 na sede da igreja, que funcionava em uma chácara, durante uma operação da Gama (Guarda Municipal de Americana). Em maio de 2013, foi condenado a 14 anos de prisão por tráfico de drogas, corrupção de menores, já que havia adolescentes no local na hora da abordagem, e associação criminosa.

A defesa de Geraldo sempre alegou que a maconha era usada em propósitos religiosos e não era traficada. Após recursos negados no TJSP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo), o caso chegou a Brasília com mais dois recursos: o especial, no STJ, e o extraordinário, no STF (Supremo Tribunal Federal), que ainda não foi a julgamento.

No recurso acolhido parcialmente pelo STJ na última terça-feira, o advogado de Geraldinho, Alexandre Khuri Miguel pedia que o réu fosse inocentado, apontando que a prisão de seu cliente fere o direito constitucional de liberdade de crença. Em decisão monocrática no ano passado, o relator Reynaldo Soares da Fonseca reduziu a pena para 11 anos e 10 meses por conta da quantidade de droga apreendida. Agora, após análise dos demais ministros, a pena foi reduzida para 10 anos e 3 meses por entenderem que a participação dos adolescentes não foi tão grave.

Com essa redução de pena, o advogado acredita que dentro de um mês já fará o pedido de liberdade condicional para Geraldinho sair do semiaberto – onde pode sair para trabalhar e voltar para dormir – para o aberto. Ele acredita que até o fim de agosto Geraldinho pode estar solto.

O advogado afirmou também que acredita em uma vitória no STF e anulação do processo. “Lá, é o órgão competente para julgar acerca do uso religioso. É o recurso que vai decidir exatamente nosso objetivo e determinar a soltura do Geraldinho, que vai falar ‘é uma igreja’. Nosso objetivo é questionar no Supremo. Lá, a turma vai apreciar o uso religioso, e tenho certeza que a gente vai ganhar isso” disse o defensor.

 

Com informações O Liberal
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Vaticano investiga organização católica brasileira por ‘pacto com Satã’

Segundo o “vaticanista” Andrea Tornielli, do jornal italiano “La Stampa“, em extensa cobertura que ecoa pelo americano “Daily Beast“, pelo britânico “Daily Mail” e outros, o Vaticano investiga a sociedade católica brasileira ultraconservadora Arautos do Evangelho, uma dissidência da TFP (Tradição, Família e Propriedade).

Na descrição do “Beast”, onde foi manchete ao longo do fim de semana (reproduzida ao lado), a investigação parte do “aparente pacto com Satã sobre a morte do papa Francisco”.

A evidência é um vídeo que vazou. Segundo “Tonielli”, o líder da organização, monsenhor João Scognamiglio Clá Dias, que protagoniza o vídeo, já renunciou.

 

 

Com informações Folha UOL e Notícias Cristãs
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