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Homossexuais serão apedrejados até a morte em Brunei

O sultão de Brunei instaurou hoje a pena de morte por apedrejamento para punir as relações homossexuais e o adultério. A mudança na legislação é resultado de uma reforma do código penal inspirada na sharia, a lei islâmica. No entanto, o artigo do código penal que trata a homossexualidade como crime, e que estabelece a pena de morte, se aplica tanto aos muçulmanos como aos não muçulmanos.

Brunei é um pequeno país rico em combustíveis fósseis, situado na ilha de Bornéu e governado com mão de ferro  desde 1967 por Hassanal Bolkiah, dono de uma das maiores fortunas do mundo. A nação se tornou a primeira do sudeste asiático a aplicar a nível nacional um código penal baseado na sharia mais rígida, seguindo o exemplo da Arábia Saudita.

Em 2013 foi anunciada a progressiva aplicação da sharia. Já naquele ano as relações homoafetivas entre homens passaram a ser consideradas crimes, com punição de dez anos de cadeia. Com o novo código, as relações homossexuais entre homens podem ser punidas com a pena de morte por apedrejamento; mulheres lésbicas passam a ser punidas com 40 chibatadas e 10 anos de prisão.

O sultão de Brunei, Hassanal Bolkiah, durante pronunciamento público no dia 3 de abril de 2019, quando afirmou que os ensinamentos islâmicos devem ser mais rígidos; no mesmo dia, ele colocou em prática um novo conjunto de leis de trata homossexualidade como crime punível com pena de morte [Foto: AFP]

O sultão Bolkiah não fez referência à entrada em vigor das novas leis em um discurso pronunciado nesta quarta-feira, mas defendeu “um islã mais forte”.

– Quero que os ensinamentos islâmicos neste país sejam reforçados – disse Bolkiah em um centro de convenções nas proximidades da capital Bandar Seri Begawan. No pronunciamento, ele também ordenou que a convocação para a oração islâmica deve ser ouvida em todos os locais públicos, não apenas nas mesquitas, para recordar os deveres.

A nova legislação também prevê a amputação de um pé ou de uma das mãos para pessoas acusadas de roubo. O estupro e ofensas ao profeta Maomé também podem ser punidos com pena de morte. As condições para que a justiça determine uma sentença deste tipo permanecem excepcionais: um acusado deve confessar o crime ou cometê-lo na frente de pelo menos quatro testemunhas.

O novo código penal foi criticado pela ONU e por vários governos. ONGs e personalidades internacionais, como George Clooney e Elton John, demonstraram repulsa à nova lei. Em uma ação coordenada, celebridades pediram um boicote aos nove hotéis de luxo que pertencem ao sultão de Brunei, todos espalhados pelo mundo em cidades como Paris, Londres, Milão e Los Angeles.

Comunidade LGBTI em fuga

Os primeiros dispositivos do novo código foram instaurados em 2014, com multas ou penas de prisão por exibicionismo ou ausência na oração de sexta-feira.

Zulhelmi bin Mohamad, uma mulher transgênero de 19 anos que fugiu de Brunei no ano passado e pediu asilo no Canadá, afirma que a comunidade LGBT do país, que já vive “muito escondida”, sofrerá ainda mais.

– Alguns estão muito preocupados e gostariam de fugir do país antes que descubram que não são heterossexuais.

Um habitante gay de Brunei, de 33 anos, criticou as leis “injustas e cruéis”, que não deveriam ser aplicadas.

– Isto tira a alegria de viver, a liberdade de expressão, me deprime tanto – disse à AFP sob a condição de anonimato.

“Um país justo”, aos olhos do sultão, mas “medieval” para os críticos

– Brunei é um país justo e feliz – afirmou o sultão em resposta às críticas – Quem desejar visitar este país terá uma experiência agradável e se beneficiará de um ambiente seguro e harmonioso.

Representantes do governo confirmaram a entrada em vigor do novo código nacional, que segundo os críticos atenta contra os direitos humanos. Phil Robertson, subdiretor da ONG Human Rights Watch, considera que o texto é “bárbaro em sua essência” e “impõe castigos arcaicos por atos que nem sequer deveriam ser considerados crimes”.

Para a União Europeia (UE), alguns aspectos da legislação supõem “tortura ou atos cruéis, desumanos e degradantes”. O governo dos Estados Unidos afirmou que a nova legislação é contrária às “obrigações internacionais relativas aos direitos humanos”.

Crise econômica como pano de fundo para o autoritarismo

É difícil avaliar o sentimento da população ante a aplicação da sharia em Brunei, já que a maioria dos 435.000 habitantes evitam criticar o sultão. Acredita-se que o sultão tem um amplo apoio entre os muçulmanos malaios, que representam 70% da população.

Para os analistas, o sultão Bolkiah busca reforçar sua imagem de líder islâmico diante da parcela mais conservadora de sua nação no momento em que a economia local, baseada no petróleo, dá sinais de enfraquecimento.

Da Redação: Visão Cristã
Com informação de O Globo Sociedade

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Igreja da Inglaterra fará cultos voltados para transexuais

Cultos especiais voltados para pessoas transexuais passarão a ser promovidas pela Igreja da Inglaterra, também denominada Igreja Anglicana.

Após uma votação realizada pela cúpula da denominação, a liderança reconheceu a necessidade de pessoas transexuais serem bem-vindas.

Chris Newlands, vigário da igreja Lancaster Priory, na Inglaterra, alegou que essa é uma de acolher pessoas que sofrem de transfobia na sociedade. “Queremos declarar que as pessoas trans são apreciadas e amadas por Deus, que criou todas elas”, afirmou.

Depois da votação, foi criada uma emenda à moção pedindo que os bispos considerassem as questões teológicas, pastorais e outros pontos que envolvem transição de gênero. O pedido foi rejeitado.

Durante um debate anterior, o bispo de Liverpool, o Rev. Paul Bayes, disse que a homossexualidade não deve ser encarada como pecado — ignorando os preceitos bíblicos. “Hoje o mundo precisa nos ouvir dizer que a orientação LGBTI não é um crime, não é uma doença e não é um pecado”, afirmou.

O arcebispo de Canterbury, o Rev. Justin Welby, adiantou que a Igreja da Inglaterra fará mudanças em sua postura sobre a sexualidade nos próximos três anos. As regras atuais proíbem o casamento de pessoas do mesmo sexo e cerimônias para parceiros gays no casamento civil. Orações de bênção informais, no entanto, já são permitidas.

Diante da distorção da Palavra de Deus pela Igreja da Inglaterra, o pastor Franklin Graham observou que a Igreja deve estar aberta para receber transexuais, mas não pode abrir mão das verdades bíblicas.

“Como cristãos, temos que permanecer firmes na Palavra de Deus. É claro que nossas igrejas devem ser receber pessoas transexuais, porque todos precisam das Boas Novas de Jesus Cristo. Mas a Palavra de Deus é imutável, inabalável e verdadeira”, disse ele neste sábado (15) em sua página no Facebook.

“Temos compaixão por todos, mas a compaixão deve se basear na verdade. Deus não criou as pessoas transgêneros. Ele criou os gêneros masculino ou feminino. Um culto que reconhece a mudança de gênero de alguém é um culto que celebra o afastamento da vontade de Deus”, observa o pastor.

Graham ainda cita o trecho bíblico de 2 Timóteo 4:3 para ilustrar o atual cenário em que a Igreja se encontra: “Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos”.

Com informações do Guiame e BBC
Imagem: Reprodução

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Comissão do Senado aprova união de homossexuais

Nesta quarta-feira (3), nossos representantes deram mais um passo em direção à legalização do casamento gay no Brasil. Para nossa tristeza, foi aprovada pela a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), em turno suplementar, o projeto de lei que reconhece a união estável entre pessoas do mesmo sexo (PLS 612/2011).

A matéria foi aprovada em caráter terminativo na Comissão, mas ainda pode ser impedida de seguir para a Câmara dos Deputados, se não houver recurso, solicitando análise do texto em Plenário.

O senador Magno Malta já anunciou este recurso e afirmou que o texto não seguirá para a Câmara, pois será derrubado em plenário. Ele disse ainda que seu posicionamento nada tem a ver com homofobia, não tendo ele mesmo nada contra homossexuais. Também disse que mantém respeito aos que optam por levar a vida desta forma, porém questionou a maneira como esta aprovação foi conduzida.

“A mim estranha muito algo que seja votado na presença de três senadores. Mas como nós sabíamos do que poderia acontecer, eu tenho um recurso preparado para o Plenário e nós vamos requerer, protocolando à mesa. As assinaturas estão prontas há cerca de um mês e meio. Vamos requerer que seja levado ao plenário para que o conjunto dos cidadãos decida”, disse.

“O Brasil já conhece bem a minha posição sobre esse tema, aliás a posição da maioria desta Casa, que conhece casamento e reconhece a Família nos moldes de Deus: macho e fêmea”, afirmou.

Assista o vídeo:

Com informações da UOL e Revista Encontro
Redação Consciência Cristã News
Imagem: Facebook