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Ministra ironiza Gisele Bündchen e diz que quer modelo como ‘embaixadora’

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina, ironizou a modelo Gisele Bündchen em uma entrevista à Rádio Jovem Pan concedida na manhã desta segunda-feira, 14, dizendo que a brasileira deveria ser uma “embaixadora” do país no exterior, divulgando como o Brasil produz com preservação à natureza.

Tereza criticava a atuação de brasileiros que, como a modelo, fazem críticas à legislação e à atuação do governo na preservação da sua floresta. “É um absurdo o que fazem hoje com a imagem do Brasil. Infelizmente são maus brasileiros. Por algum motivo vão lá fora levar uma imagem do Brasil e do setor produtivo que não é verdadeira. País nenhum do mundo que tenha lei como a nossa”.

“Inclusive, desculpe, Gisele Bündchen, você deveria ser nossa embaixadora e dizer que seu país preserva, está na vanguarda do mundo na preservação, e não meter o pau no Brasil sem conhecimento de causa”, afirmou a ministra.

Da Redação: Visão Cristã
Com informação da
Veja

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Paraibano é empossado como secretário nacional de Proteção Global

O paraibano Sérgio Queiroz, pastor e procurador da Fazenda, foi empossado na quinta-feira (10) como secretário nacional de Proteção Global, cargo responsável pela pasta de Direitos Humanos no Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, criado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). Nesta sexta-feira (11), Sérgio Queiroz participou de uma reunião com a ministra Damares Alves.

Em sua primeira declaração como secretário, Sérgio Queiroz explicou que vai trabalhar em um projeto de pacificação nacional. “Vamos trabalhar na proteção e defesa dos direitos humanos assegurados no ordenamento jurídico brasileiro”, comentou.

Ainda de acordo com o secretário nacional de Proteção Global, a elaboração e implementação de políticas públicas vai ter como fundamento o “princípio a dignidade humana”. Em outubro de 2018, Sérgio Queiroz recebeu o prêmio Jubileu de Prata pelos serviços prestados como procurador da Fazenda.

Biografia

Natural de João Pessoa, o procurador da Fazenda Nacional Sérgio Queiroz, de 46 anos, é graduado em engenharia civil, engenharia de segurança no trabalho e em direito pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com mestrado em Filosofia pela UFPB, na área de Filosofia Política e Ética.

É também bacharel, mestre e doutor na área teológica, com doutorado em Chicago, na Trinity International University, além de ser graduado em liderança avançada pelo Haggai Institute, em Cingapura.

Sérgio Queiroz ingressou no serviço público por concurso público no ano de 1993, como técnico judiciário da Justiça Federal da Paraíba, tendo atuado como assessor do Juízo Federal da 3ª Vara. Em 1995, após ter sido aprovado em 1º lugar em concurso, tomou posse como auditor-fiscal do trabalho, tendo se destacado na sua função de auditoria e fiscalização, mas também na condição de mediador de conflitos coletivos do trabalho.

No ano de 2000, Sérgio Queiroz assumiu o cargo de Procurador da Fazenda Nacional, inicialmente lotado em Salvador, e depois passou uma fase no Recife. Desde 2002, trabalha na Procuradoria da Fazenda Nacional na Paraíba, que tem como missão constitucional a representação judicial e extra-judicial da União em causas de natureza tributária e fiscal, incluindo a defesa da legalidade e constitucionalidade dos tributos federais e a cobrança judicial da dívida ativa da União.

Sérgio Queiroz é também conhecido no Brasil por sua atuação social por meio da Fundação Cidade Viva, da qual é fundador e presidente. É filho de Milton Gomes de Queiroz e de Sheyla Clara Monteiro Augusto de Queiroz, e casado há 22 anos com Samara Vieira Rocha Queiroz, com quem tem três filhos: Sérgio Augusto, Esther e Débora.

Da Redação: Visão Cristã
Com informação do
G1-PB

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Jair Bolsonaro é eleito com 57,8 milhões de votos no segundo turno

Jair Bolsonaro é Presidente eleito no Brasil. Governador eleito em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Amapá, Rondônia, Rio Grande do Norte, Amazonas, Pará, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe, Roraima e no Distrito Federal.

Jair Bolsonaro foi eleito presidente do Brasil no segundo turno das eleições e tomará posse em 1° de janeiro de 2019. O capitão reformado do exército de deputado federal desde 1991 obteve 55,13% dos votos válidos nas eleições de domingo, 28 de outubro. O professor Fernando Haddad terminou com 44,87% dos votos válidos, o equivalente a 47 milhões de votos.

Os votos nulos, brancos e abstenções (pessoas que não compareceram ao local de votação) somam 42,1 milhões de eleitores que não escolheram nenhum candidato, cerca de um terço do total. O número de votos nulos foi o maior registrado desde 1989, totalizando 8,6 milhões, 7,4% do total de eleitores.

Veja as principais propostas de Jair Bolsonaro:

  • Redução do número de ministérios dos atuais 29 para cerca de 15, com cortes de cargos e fim das indicações políticas;
  • Redução da carga tributária e desburocratização;
  • Privatização ou extinção de estatais;
  • Imposto de renda: alíquota única de 20% e isenção na faixa até 5 salários mínimos;
  • Construção de colégios militares nas capitais e encorajar a educação a distância;
  • Reforma política e o fim da reeleição;
  • Expulsão de médicos cubanos que não conseguirem revalidar o diploma no Brasil e “credenciamento universal” de médicos para atendimento no SUS;
  • garantia de retaguarda jurídica de “excludente de ilicitude” para civis e policiais;
  • mudança no Estatuto do Desarmamento e tipificação de ações do MST como terrorismo;
  • redução da maioridade penal;
  • resgate do projeto das 10 medidas contra a corrupção;
  • mudanças na Lei Rouanet, que reverte recursos para cultura;
  • aproximação com EUA, Japão, Europa e Israel e distanciamento da Venezuela.

Quem são os governadores eleitos no segundo turno em 2018

Além das eleições presidenciais, 14 unidades da federação elegeram governadores nesse domingo (28). As eleições 2018 foram para o segundo turno em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Amapá, Rondônia, Rio Grande do Norte, Amazonas, Pará, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe, Roraima e no Distrito Federal.

Veja a lista de governadores eleitos em segundo turno:

São Paulo
Eleito, João Doria (PSDB) teve 51,75%; enquanto Márcio França (PSB), 48,25%.

Rio de Janeiro
Eleito, Wilson Witzel (PSC) teve 59,87% dos votos; enquanto Eduardo Paes (DEM), 40,13%.

Minas Gerais
Eleito, Romeu Zema (NOVO) teve 71,80% dos votos; enquanto Antonio Anastasia, 28,20%.

Rio Grande do Sul
Eleito, Eduardo Leite (PSDB) teve 53,62% dos votos; enquanto José Ivo Sartori (MDB), 46,38%.

Distrito Federal
Eleito, Ibaneis (MDB) teve 69,79% dos votos; enquanto Rodrigo Rollemberg (PSB), 30,21%.

Amapá
Eleito, Waldez Góes (PDT) teve 52,35% dos votos; enquanto Capi 40 (PSB), 47,65%.

Amazonas
Eleito, Wilson Lima (PSC) teve 58,52% dos votos; enquanto Amazonino Mendes (PDT), 41,48%.

Mato Grosso do Sul
Eleito, Reinaldo Azambuja (PSDB) teve 52,35% dos votos; enquanto Juiz Odilon (PDT), 47,65%.

Pará
Eleito, Helder (MDB) teve 55,43% dos votos; enquanto Dercio Miranda (DEM), 44,57%.

Rio Grande do Norte
Eleita, Fatima Bezerra (PT) teve 57,60% dos votos; enquanto Carlos Eduardo (PDT), 42,40%.

Rondônia
Eleito, Coronel Marcos Rocha (PSL) teve 66,34% dos votos; enquanto Expedito Júnior (PSDB), 33,66%.

Santa Catarina
Eleito, Comandante Moisés (PSL) teve 71,09% dos votos; enquanto Gelson Merísio (PSD), 28,91%.

Sergipe
Eleito, Belivaldo (PDT) teve 64,37% dos votos; enquanto Valadares Filho (PSB), 35,27%.

Roraima
Eleito, Antonio Denarium (PSL) teve 53,36% dos votos; enquanto Anchieta (PSDB), 46,64%.

Ore pelos governantes eleitos

A Bíblia nos orienta a orar e respeitar as autoridades. Oremos para que sejam pessoas íntegras e governem para o bem de toda a população, sabendo que Deus os julgará de acordo com suas ações.

“Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens; pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade” – 1 Timóteo 2:1-2

“Os lábios arrogantes não ficam bem ao insensato; muito menos os lábios mentirosos ao governante!”  – Provérbios 17:7

“Os lábios do rei falam com grande autoridade; sua boca não deve trair a justiça.”  – Provérbios 16:10

“O Senhor reina para sempre; estabeleceu o seu trono para julgar. Ele mesmo julga o mundo com justiça; governa os povos com retidão.”  – Salmos 9:7-8


Informações: TRE, G1, Estado de Minas.

Redação: Visão Cristã.

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Qual deve ser a relação do cristão com o Estado segundo a Bíblia?

O cristão e o Estado, política, eleições 2018, congresso nacional,

A palavra de Deus contém diretrizes que devem ser aplicadas pelos governantes em qualquer sistema governo. Pensando nisso, qual deve ser a relação do cristão com o Estado, entre governantes e governados, segundo a Bíblia?

Este estudo faz parte da série A Relação do Cristão com o Estado que você encontra no Blesss.

Assista também: A legitimidade e os limites do Governo e da política na teologia da Reforma.

O Cristão e o Estado

João Batista falou em uma espécie de monarquia controlada por um império externo, bem como Paulo e Jesus Cristo.

Nem por isso, eles deixaram de dar diretrizes para governantes e governados. Nem por isso, Jesus deixou de relembrar aos governantes de que eles eram responsáveis perante Deus por suas ações.

“O governo preconizado na palavra de Deus tem funções específicas, devem garantir princípios de justiça e os governantes são responsabilizados perante Deus para que cumpram com justiça o que lhes foram colocados nas mãos.”– Solano Portela

O que Cristo teve a ver com o Governo?

Vamos identificar interações de Jesus com o governo humano e extrair diretrizes válidas para o governo de nossos dias?

Durante toda sua vida, Jesus interagiu com o governo dos homens, principalmente porque os regentes do povo e até mesmo os discípulos muitas vezes confundiam as promessas messiânicas como se Jesus tivesse vindo para realizar um governo humano, derrotando o Império Romano e restaurando o domínio dos judeus sobre a Terra.

“As pessoas, cegas pelo pecado, não entendiam o caráter transcendente do Reino que estava sendo estabelecido pelo Filho do Homem.” – Solano Portela

Jesus foi levado até a morte pela rejeição de sua mensagem religiosa, não política. Pela incredulidade dos líderes religiosos e pela visão curta da multidão, que queria a resolução dos problemas temporais que estavam passando, mas recusavam-se a se render à mensagem do Evangelho.

Os judeus tinham o poder de induzir as autoridades civis à execução de uma sentença, e assim o fizeram ao condenar Jesus à morte por suas declarações de ser o Messias, filho de Deus, que tira o pecado do Mundo.

Assista este Estudo na integra no Blesss

Ainda nesse estudo, Solano Portela analisa as interações de Jesus com o Governo desde antes do seu nascimento, passando por sua infância, vida e ministério. Entenda as diretrizes estabelecidas por Jesus a respeito do Estado nessa série do Blesss.


Solano Portela é bacharel em matemática aplicada pelo Shelton College. É também formado em teologia em nível de Mestrado pelo Biblical Theological Seminary, nos Estados Unidos. Autor de: “O que estão ensinando aos nossos filhos?” – uma análise da pedagogia contemporânea e da resposta de uma educação escolar cristã”; “Educação Cristã”? (FIEL); “A Lei de Deus Hoje”, “A Pena Capital e a Lei de Deus, “Disciplina na Igreja – a marca em extinção”, “Por Que a Fé Reformada”? e “Fazendo a Igreja Crescer” (Puritanos); “Cinco Pecados que Ameaçam os Calvinistas” (PES); “Fé Cristã e Misticismo” (Cultura Cristã); “Fundamentos Bíblicos da Educação” (ACSI); alguns desses em coautoria. É presbítero, serve na Igreja Presbiteriana de Santo Amaro (São Paulo), onde leciona uma classe de Escola Dominical e prega periodicamente.

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7 orientações bíblicas sobre as Eleições 2018

Eleições 2018, cristãos e política, orientações bíblicas para o cristão escolher seu candidato

Como cristãos podemos ser apartidários, mas jamais apolíticos. Não podemos ficar neutros. A coragem de tomar posições é uma marca da igreja protestante. Portanto, queremos elencar aqui, sete orientações bíblicas a propósito das eleições 2018.

Em primeiro lugar, os governantes que passam por cima das leis são um risco para a nação. 

A Bíblia diz: “Os que desamparam a lei louvam o perverso, mas os que guardam a lei se indignam contra ele” (Pv 28.4). As leis devem ser justas e devem ser obedecidas pelos governantes e pelos governados.

Em segundo lugar, os governantes perversos desagregam a nação. 

A Bíblia diz: “Quando triunfam os justos, há grande festividade; quando, porém, sobem os perversos, os homens se escondem” (PV 28.12). Governantes justos abençoam a nação; governantes perversos transtornam a nação. O povo é abençoado quando seus governantes são um exemplo, mas o povo se esconde atordoado quando os governantes promovem a perversidade.

Em terceiro lugar, os governantes que ocupam o poder para oprimir o povo trazem grande sofrimento à nação. 

A Bíblia diz: “Como leão que ruge e urso que ataca, assim é o perverso que domina sobre um povo pobre” (Pv 28.15). O leão ruge para espantar a presa e o urso ataca para destruí-la. Um povo nunca é livre sob a égide de um governo ditador. Um povo nunca é seguro sob um governo tirano.

Em quarto lugar, os governantes que sobrecarregam o povo de impostos para manter a máquina do governo transtornam a nação. 

A Bíblia diz: “O rei justo sustém a terra, mas o amigo de impostos a transtorna” (Pv 29.4). Um Estado pesado demais, burocrata demais, onde os impostos são para pagar o luxo dos governantes em vez de atender as necessidades dos governados é uma inversão total do propósito do Estado.

Em quinto lugar, os governantes rendidos aos esquemas de corrupção tornam-se uma escola de crime.

A Bíblia diz: “Se o governador dá atenção a palavras mentirosas, virão a ser perversos todos os seus servos” (Pv 29.12). Os governantes nunca são neutros. São uma bênção ou uma maldição. Eles inspiram o povo para o bem ou para o mal. Se eles se alimentam da mentirosa e governam o povo com enganos, do topo da pirâmide do poder, toda a base da pirâmide, tornar-se-á corrompida e pervertida.

Em sexto lugar, os governantes corruptos destroem a si mesmos e se tornam protetores dos criminosos.

A Bíblia diz: “O que tem parte com o ladrão aborrece a própria alma; ouve as maldições e nada denuncia” (Pv 29.24). Aqueles que assumem o poder para montar esquemas de aparelhamento do Estado para saqueá-lo, acabam destruindo a si mesmos, arruinando seu nome, conspurcando sua honra e maculando sua história. Esses, tornam-se culpados de corrupção ativa e passiva. Roubam e deixam roubam. Esses colocam uma mordaça em si mesmos, porque não têm coragem de denunciar nos outros os crimes que eles mesmos praticam.

Em sétimo lugar, os governantes corruptos jamais deveriam ser aplaudidos e guindados ao poder pelo povo. 

A Bíblia diz: “O que disser ao perverso: Tu és justo; pelo povo será maldito e detestado pelas nações”. A maneira mais democrática de demonstrarmos nosso repúdio àqueles que mostram indícios e até mesmo dão provas de que não são íntegros no trato da coisa pública e não dando a eles o aval do nosso voto. Apoiar aqueles que desfraldam bandeiras que, à luz da nossa consciência iluminada pelas Escrituras, trazem vergonha e opróbrio à nação, é receber a pesada imputação de “maldito” e ainda é receber uma reprovação sonora no meio das outras nações. Que Deus nos ilumine na escolha dos nossos legisladores e governantes!


Texto de Hernandes Dias Lopes, publicado originalmente em hernandesdiaslopes.com.br

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Coalizão pelo Evangelho lança Carta aberta sobre eleições 2018

Ajude-nos a divulgar esse chamado à oração pelas eleições de 2018 compartilhando esta carta nas redes sociais e, se possível, peça autorização aos seus pastores para lê-la em sua igreja, seja no culto, escola dominical, pequenos grupos ou demais reuniões.

Pastores e líderes cristãos da Coalizão pelo Evangelho lançam carta aberta clamando a Deus por nosso país e convocam a Igreja brasileira para se colocar em oração constante pelas eleições. Veja as recomendações para cristãos que desejam exercer a cidadania de modo bíblico e consciente.

 

Leia abaixo o conteúdo da carta aberta sobre as eleições e saiba como assinar:

Por ocasião das celebrações dos 196 anos de Independência do Brasil neste mês de setembro e da proximidade das eleições de 2018, em que os brasileiros escolherão deputados estaduais e federais, senadores e governadores de seus estados, bem como a autoridade principal da nação, o presidente da República, para os próximos quatro anos, os pastores e líderes cristãos abaixo-assinados conclamam para que a Igreja de Cristo no Brasil coloque-se em intercessão constante pelo País nas próximas semanas, até o fim dos pleitos em segundo turno, em jejum e oração, pedindo para que a Santíssima Trindade, por misericórdia, ouça as nossas preces e venha a atender os seguintes pedidos:

1. Que o SENHOR, o Deus Triúno, conduza em suas campanhas os candidatos honestos, bem-intencionados, comprometidos com a transparência e a moralidade, com princípios virtuosos de vida em sociedade e com uma visão cristã de mundo, a fim de que estes consigam ser eleitos aos cargos a que concorrem;

2. Que o SENHOR, o Deus Triúno, mude o coração daqueles que estão dispostos a votar em candidatos envolvidos em casos de corrupção, nem permita que estes sejam eleitos;

3. Que o SENHOR, o Deus Triúno, refreie a representação de ideologias anticristãs em nossos parlamentos estaduais e no Congresso Nacional;

4. Que o SENHOR, o Deus Triúno, frustre toda a tentativa de fraude no sistema eleitoral;

5. Que o Senhor, o Deus Triúno, não permita mais confusão e outros atos de violência, a fim de que essas eleições sejam concluídas pacificamente;

6. Que o Senhor, o Deus Triúno, por meio da obra santificadora do Espírito Santo, traga um verdadeiro avivamento à sua Igreja no Brasil, provocando um grande e duradouro impacto cultural, moral e social, por meio de homens e mulheres que produzam frutos dignos de arrependimento.

Algumas recomendações:

a) Para a escolha de candidato, recomenda-se conhecer bem o seu caráter, ideias e a ideologia do partido;

b) Apoie propostas que defendam a dignidade do ser humano e a vida em qualquer circunstância, desde sua concepção no ventre materno;

c) Rejeite candidatos com ênfases intervencionistas na esfera familiar, educacional, eclesiástica e artística;

d) Repudie qualquer ideologia que se oponha aos princípios do Reino de Deus, isto é, à mensagem e aos ensinamentos da Bíblia.

e) Apoie candidatos que expressam compreender a função primordial do Estado em prover e promover justiça e segurança para seus cidadãos;

f) Por fim, ao indicar um candidato para amigos e familiares, faça-o com respeito às opiniões diferentes da sua, lembrando que, apesar de você acreditar na pessoa para quem está dando e pedindo voto, como cristãos, nossa esperança última de sociedade perfeita deve estar na consumação dos séculos, quando Jesus voltará para reinar com cetro de justiça.

Após as eleições,  ore em favor dos candidatos eleitos, para que cumpram seus mandatos com sabedoria e pelo bem da nação, lembrando-nos, oportunamente, das palavras do apóstolo Paulo a Timóteo: “Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito” (1Timóteo 2.1-2).

Ajude-nos a divulgar esse chamado à oração pelas eleições de 2018 compartilhando esta carta nas redes sociais e, se possível, peça autorização aos seus pastores para lê-la em sua igreja, seja no culto, escola dominical, pequenos grupos ou demais reuniões.

Que o SENHOR, nosso Deus, olhe com graça e misericórdia para o Brasil! Amém.

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Quem é o meu próximo na internet?

A política atual nos encoraja a ver os outros como rivais - aqueles que nos empenhamos em transformar em perdedores - em uma luta pelo domínio. Em contraste, o cristianismo nos desafia a ver os outros principalmente como vizinhos.

Um chamado cristão para rejeitar o discurso público polarizador.

 

No mundo ocidental de 2018, há um duro impasse em cada esquina (ideológica): progressista versus populista, millennial versus baby boomer, religioso versus secular, conservador versus liberal, globalista versus patriota e assim por diante. Nossa época, claro, não é única em ser dilacerada por divisões. Os seres humanos sempre debateram ideais concorrentes. O diferencial de nossa época está, entretanto, no discurso político utilizado para lidar com essas diferenças.

No Ocidente atual, a democracia de massa é cada vez mais encarada como um jogo que separa vencedores e perdedores. Os jogadores são rivais em busca de domínio e o vencedor leva tudo. Quando se trata de política, a construção de um consenso e o comprometimento parecem ser coisas do passado. Embora os cristãos sejam frequentemente críticos das políticas de pós-verdade de nossa época, não devemos ignorar que as mesmas políticas são também pós-vizinhança.

Hoje em dia, a vitória na democracia, mesmo por uma pequena margem, eleva a preferência particular de um grupo ao status de “vontade do povo”, combinando razão, patriotismo, progresso – ou qualquer que seja a maior aspiração do lado vencedor – exclusivamente com a maioria. Os perdedores, por outro lado, tornam-se um tipo de não-pessoa por implicação. Seu ponto de vista minoritário – caso permaneçam comprometidos com ele- coloca-os em um espectro que varia de chorões antipatrióticos a inimigos do povo. Esse é o tipo de cultura em que os cristãos do século XXI vivem, se movem e – muitas vezes sem críticas – se comportam. 

Vencedor leva toda a democracia

A democracia, claro, não é um ideal bíblico. Embora as Escrituras digam muito sobre a justiça social, ela não diz aos cristãos para organizarem suas sociedades de acordo com qualquer sistema em particular. Em um sentido histórico, a democracia em sua antiga forma ateniense é anterior ao cristianismo por cerca de cinco séculos. Dito isso, os debates em torno da melhor forma de ordem social – entre democracia, monarquia e aristocracia – formaram um cenário quase constante para a história do cristianismo no Ocidente.

No coração da longa história (política) do cristianismo está a ideia de que embora a Bíblia não contenha um modelo distinto para o estado, ela tem poder singular para falar em todos os estados ao chamar os poderosos para agir com justiça – da Roma de Agostinho e de Genebra até atual Washington, DC e Londres. Nesse sentido, o cristianismo sempre foi uma fé política.

Em nossos dias, o cristianismo ocidental tem que lidar com o estágio mais recente do desenvolvimento incansável da democracia: a democracia de massa como uma corrida de alto risco à dominação majoritária. Como este jogo transforma o ponto de vista da maioria na “vontade do povo”, garantir a posição majoritária – seja em eleições ou movimentos de opinião social – é muito importante. Ganhar neste jogo é emocionante. Afinal de contas, o jogo em si promete liberdade de escolha: um voto livre de influências externas, uma opinião formada por você e somente por você. Isso, por sua vez, torna a vitória ainda mais doce quando você percebe, agitado com sentimentos de liberdade e autenticidade, que você apoiou o cavalo vencedor.

Escândalos recentes que envolveram grandes empresas de dados como a Cambridge Analytica e o gigante da mídia social Facebook alteraram nossa perspectiva sobre esse tipo de discurso político dos vencedores e perdedores. Nestes escândalos, alega-se, a informação privada de milhões de usuários do Facebook foi colhida sem o nosso consentimento e presumivelmente usada para nos traçar o perfil, transformando nossos feeds de notícias em câmaras ideológicas de eco sob medida e nos alimentando com incentivos e provocações certos para despertar mesmo a inclinação política mais sutil. Em última análise, a preocupação é que as mídias sociais manipuladas por forças invisíveis nos tornaram mais propensos a votar de uma determinada maneira.

Com isso, recebemos um doloroso lembrete de que a vontade do povo pode ser menos escolhida livremente do que acreditávamos anteriormente. Essa ilusão foi abalada pela percepção de algo muito obscuro: uma indústria de big data à espreita que assiste a todos os nossos movimentos online, acumulando quantidades inimagináveis ​​de informações sobre nós que são usadas para nos persuadir para os fins políticos de seus financiadores. Essa revelação subverte a narrativa de liberdade que temos vendido; nos faz parecer menos com os jogadores e mais com as peças do jogo.

Uma resposta cristã

Como devem os cristãos responder? Para muitos, a questão imediata e difícil é “Devo excluir o Facebook?”. Essa é certamente uma crise existencial de proporções kierkegaardianas para os nativos de mídias sociais cujas identidades foram formadas tanto on-line quanto no mundo real. Uma resposta cristã ponderada deveria estender essa questão para considerar o tipo de discurso cívico – nosso estilo de democracia de massa, vencedor de todas as coisas – que nos levou a esse ponto.

A disposição de nossa época em transformar seu complexo nexo de divisões em uma corrida de vencedores e perdedores para o domínio da maioria é precisamente o que dá origem a uma poderosa indústria de big data imoral. Se os vencedores receberem tudo e os perdedores se tornarem excluídos, temos motivos para usar todas as ferramentas disponíveis para ganhar. Essa realidade de soma zero incentiva os líderes políticos a usar o poder do big data para transformar sua vontade na “vontade do povo”.

Uma resposta cristã pode retomar um argumento transmitido em 2016 e depois desenvolvido em 2017 pelo teólogo anglicano Rowan Williams. Em sua forma completa, seu argumento começou como uma crítica da política populista americana contemporânea antes de se concentrar na política britânica após o referendo Brexit. Depois que 51,9% dos eleitores do Reino Unido escolheram deixar a União Europeia em 2016, muitos britânicos proeminentes da União Européia foram publicamente envergonhados por tablóides e alguns políticos como antipatriotas, antidemocráticos e, em alguns casos, “inimigos do povo”. A crítica de William sobre essa vergonha centrou-se em como a política atual nos encoraja a ver os outros como rivais – aqueles que nos empenhamos em transformar em perdedores – em uma luta pelo domínio. Em contraste, Williams argumentou que o cristianismo nos desafia a ver os outros principalmente como vizinhos.

Seu argumento não foi contra a própria democracia. Foi, no entanto, uma afirmação de que alguns estilos de discurso político são mais saudáveis ​​do que outros, especialmente quando vistos de uma perspectiva cristã. Sua principal questão diagnóstica centrou-se no tratamento da maioria da minoria em uma sociedade democrática.

Em uma sociedade pró-aborto e pró-eutanásia, por exemplo, como os cidadãos discordam das questões tratadas pela maioria dominante? Se eles são considerados irracionais e imorais, enfrentam a exclusão da vida pública, e espera-se que abandonem suas crenças simplesmente porque essas crenças têm status de minoria, a democracia em questão está deformada. E antes de chorarmos quando sentimos que o casamento tradicional, o direito à vida ou a liberdade religiosa estão comprometidos como crenças minoritárias, os cristãos devem lembrar-se de que frequentemente nos encontramos na maioria. Em tal democracia, nossa corrida para tornar a maioria do “povo”, por sua vez, torna mais difícil lembrar que a minoria também é gente.

Bom samaritanos digitais

Um tipo melhor de democracia, prossegue a lógica de Williams, seria aquele em que a maioria ama sua vizinhança minoritária e exerce responsabilidade democraticamente concedida de maneira mais humana. Para que isso aconteça, é claro, os vencedores precisam ver as vitórias eleitorais não como prêmios, mas como compromissos para promover o bem de todos os cidadãos – incluindo aqueles que votaram de forma diferente do que eles. Quando começamos a pensar em termos de amar nossos vizinhos políticos como a nós mesmos, a linguagem dos vencedores e perdedores rapidamente se torna estranha.

Embora o cristianismo não tenha criado a democracia, ele tem uma capacidade única de encará-la. Em nossa época, o cristianismo nos desafia a abandonar a rivalidade dos vencedores e perdedores democráticos em favor da vizinhança intencional. O que isso significa na prática?

Teologicamente, a vizinhança é um evento. Acontece quando uma pessoa trata outra humanamente, independentemente de suas diferenças. A vizinhança não aplaina essas diferenças ou presume que as partes diferentes devem encontrar algum tipo de consenso como pré-condição para bondade, civilidade e busca de fazer o bem um pelo outro.

Na parábola do Bom Samaritano, o judeu e o samaritano conservam suas identidades por toda parte. De fato, a parábola termina mostrando que o samaritano provou ser um vizinho precisamente naquele contexto: “Qual destes três, você acha, tornou-se vizinho do homem que caiu entre os ladrões?” (Lucas 10:36).

Tornar-se um vizinho é necessariamente negar que você – e aqueles como você – são o(s) indivíduo(s) mais importante(s) neste mundo. É, ao contrário, afirmar que algo mais está acima de você e de sua tribo, mesmo quando você está desfrutando do domínio social. No cristianismo, esse lugar de autoridade última é reservado para Deus.

Em uma era pós-vizinhança, o poder da maioria não é facilmente humilhado. Embora uma democracia de massa secular possa apontar para o Estado como mais importante do que um grupo majoritário, esse grupo geralmente tem o monopólio da influência dentro do estado em nossa democracia de vencedores e perdedores. Isso, por sua vez, leva a culturas em que os perdedores da democracia e suas preocupações minoritárias são simplesmente ignorados ou menosprezados. Os cristãos devem criticar esses empobrecimentos da democracia, independentemente de que lado da divisão política nos encontramos.

Deixando de lado a nossa atual forma de democracia de massa, Williams ponderou o que seria necessário para que os ocidentais desejassem um tipo de política mais humana. O catalisador necessário chegou na forma do Facebook e da Cambridge Analytica? Foi este o despertar que precisávamos? Para o mundo ocidental mais amplo, provavelmente não. Vários meses depois do ocorrido, a maioria dos usuários do Facebook não o abandonaram. Depois de cruzarem os nós dos dedos pelos poderes que eles ajudaram a entronizar, os mestres do big data irão recuar para as sombras.

No entanto, mesmo que a nossa idade forneça pouco encorajamento para isso, o evangelho ainda chama os cristãos para serem bons vizinhos. A tentativa baseada em dados de manipular a opinião pública que foi desmascarada pelo escândalo de Cambridge Analytica deixa claro que os cristãos podem melhor servir e amar seus vizinhos, rejeitando as políticas polarizadas pós-vizinhas que – até agora, pelo menos – tipificaram nosso século.


James Eglinton é professor em Teologia Reformada na Universidade de Edimburgo.


Texto publicado originalmente no site Christianity Today (EUA)

Tradução: Equipe Visão Cristã

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Campanha eleitoral começa na próxima quinta-feira

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Políticos já estarão autorizados a começar campanha a partir de 16 de agosto. Como as igrejas devem ser posicionar diante das eleições?

A campanha eleitoral para a eleição de 07 de outubro começa na próxima quinta-feira. A partir dessa data os candidatos já podem distribuir panfletos, realizar comícios, campanhas por redes sociais (desde que os posts não sejam pagos) e carros de som. As propagandas em rádio e televisão só serão permitidas a partir de 31 de agosto.

Nas eleições de 2018 serão eleitos governantes para os cargos de presidente de República, governadores, senadores e deputados federais e estaduais. A campanha desse ano vai durar menos 50 dias, sendo bem menor do que a de 2014, que durou cerca de 90 dias. Isso dá aos candidatos uma sensação de urgência, e espera-se que as próximas semanas sejam intensas, com bombardeio de informações e propagandas por todos os lados.

O cristão e as eleições, o voto cristão consciente

Diante desse cenário, é importante que cristãos estejam ainda mais atentos nos próximos dias. Em época de eleições, muitos candidatos brigam para conquistar o chamado “voto evangélico”, fazendo promessas e se aproveitando da fé das pessoas para chegarem ao poder.

Evidentemente, o cristão deve se inserir nas discussões, votar conscientemente e buscar candidatos que sejam coerentes com a palavra de Deus, que sejam íntegros e busquem a justiça e o bem da nação.

São muitos os textos bíblicos que incentivam que cuidemos na hora de eleger nosso governantes:

“Quando os justos florescem, o povo se alegra;quando os ímpios governam, o povo geme.” (Provérbios 29:2)

“Como um leão que ruge ou um urso feroz é o ímpio que governa um povo necessitado.
O governante sem discernimento aumenta as opressões, mas os que odeiam o ganho desonesto prolongarão o seu governo.” – Provérbios 28:15,16

“Para o governante que dá ouvidos a mentiras, todos os seus oficiais são ímpios.” – Provérbios 29:12

“O rei que exerce a justiça dá estabilidade ao país, mas o que gosta de subornos o leva à ruína.” – Provérbios 29:4

“Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas.” Romanos 13:1

Quando candidatos tomam o lugar de Cristo nos nossos cultos

A igreja não deve estar alheia à situação do país. Karl Barth, renomado teólogo suíço, dizia que o cristão deve carregar em uma das mãos a Bíblia e na outra o jornal. Exercer a cidadania faz parte do dever cristão.

Entretanto, muitos cristãos tem colocado a esperança em candidatos X ou Y como redentores da nação. Acreditam que se eles forem eleitos, serão a solução para todos os problemas do Brasil.

Nesse mesmo espírito, pastores e líderes confundem a relação entre a igreja e política e entregam os púlpitos para que candidatos façam campanha, dedicam espaço a ideologias, e fazem de um pecador o centro do culto que deveria ser somente a Deus.

Esse comportamento contraria as palavras do próprio Cristo:

“Jesus respondeu: “Está escrito: ‘Adore o Senhor, o seu Deus, e só a ele preste culto'” – Lucas 4:8.

Muitos chegam ao ponto de ordenar que os membros da igreja votem em certo candidato, baseando-se em supostas promessas e profecias, no chamado voto de cajado”.

Devemos ter em mente que, mesmo que um candidato seja íntegro, defenda ideais cristãos e compartilhe da nossa fé, ele ainda é um pecador e em nenhuma circunstância será o salvador da nação. A Palavra de Deus deixa claro que somente no Senhor a justiça será plenamente satisfeita.

“Muitos desejam os favores do governante, mas é do SENHOR que procede a justiça.” – Provérbios 29:26

“E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.” 2 Crônicas 7:14

Nesse período eleitoral, tome cuidado com o voto de cajado. Fuja da idolatria de prestar culto a algum candidato ou ideologia. Lembre-se de que a solução para o Brasil está em Deus e nossa missão é antes de tudo, anunciar a salvação por meio de Jesus Cristo em nosso país e até os confins da Terra.

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Maduro recebe enxurrada de sanções e repúdio internacional após reeleição

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, recebeu nesta segunda-feira (21) uma primeira enxurrada de sanções econômicas dos Estados Unidos e repúdio internacional, após sua questionada reeleição em votação desconhecida pela oposição.

O governante dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto que proíbe aos cidadãos de seu país comprar obrigações da dívida venezuelana, incluindo da estatal Pdvsa, em um momento em que o país petroleiro está asfixiado por uma profunda crise econômica.

Washington, que chama Maduro de “ditador”, já havia prometido mais cedo “rápidas medidas econômicas e diplomáticas”, após qualificar a votação de domingo de “farsa”.

“Essas medidas vão estrangular a economia venezuelana e, em particular, o regime”, assegurou o internacionalista Carlos Romero.

Para o cientista político Luis Salamanca, o “círculo está se estreitando”.

O Grupo de Lima (Canadá e 13 países latino-americanos), que convocou seus embaixadores em Caracas para consultas, acordou “reduzir o nível das relações diplomáticas” e agir para bloquear os fundos internacionais para a Venezuela.

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, declarou: “não reconhecemos Nicolás Maduro” com presidente da Venezuala.

“Não nos importamos que eles opinem”, disse o chefe de campanha de Maduro, Jorge Rodriguez, ao denunciar uma “agressão orquestrada pelos Estados Unidos e pela direita venezuelana” para desestabilizar o presidente.

“A esses governos (…), convidamos a refletir e recompor relações de respeito mútuo”, tuitou o chanceler Jorge Arreaza.

O Grupo de Lima, Estados Unidos e União Europeia (UE) tinham adiantado que desconheceriam os resultados apoiando a opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD), que boicotou as eleições, considerando-as fraudulentas.

Em contraste, o presidente russo, Vladimir Putin, parabenizou Maduro, somando-se aos seus aliados Bolívia, Cuba, China e El Salvador, que pediram respeito aos resultados.

O presidente venezuelano fez vários tuítes para agradecer seus aliados, mencionando Rússia, China e outros aliados.

 

Maduro, de 55 anos, teve 68% dos votos contra 21% do ex-chavista Henri Falcón, que considerou o processo “ilegítimo” e pediu para repetir a votação, acusando o governo de “compra de votos” e “chantagem” com os programas sociais.

“Os cenários estão cantados: tensão política, radicalização, repressão, desconhecimento internacional maciço, aprofundamento das sanções e clímax da crise econômica”, assegurou o analista Luis Vicente León.

‘Não dá para nada’

A Venezuela sofre a pior crise de sua história recente: o FMI estima a queda do PIB em 15% e a hiperinflação em 13.800% para 2018. Sua produção de petróleo caiu ao pior nível em 30 anos.

A abstenção alcançou um recorde de 54%, e Maduro, reeleito por seis anos, perdeu pouco mais de um milhão de votos diante de sua eleição em 2013.

Os venezuelanos vivem a falta de comida e remédios, o alto custo de vida com um salário mínimo que paga apenas um quilo de carne, e o êxodo de milhares de pessoas.

“Minha aposentadoria não dá para nada. Espero que o governo melhore a economia”, disse nesta segunda à AFP Miguel Medina, de 61 anos, em uma estação de metrô de Caracas.

Maduro atribui a ruína a uma “guerra econômica da direita” aliada com Washington, que sancionou cerca de 60 membros do governo venezuelano.

Os Estados Unidos, para os quais a Venezuela vende um terço de sua produção de petróleo, já havia proibido os americanos de negociarem a dívida do país sul-americano, em default parcial, e ameaça com um embargo de petróleo.

“Irei me dedicar por inteiro à recuperação da economia”, prometeu Maduro, ao proclamar sua vitória.

Maduro confia na China e na Rússia, mas um “governo considerado ilegítimo não terá margem de manobra nem em finanças internacionais nem em diplomacia”, advertiu o analista Andrés Cañizalez.

‘Não vamos cair’

Após a votação, Maduro convocou um “diálogo”, mas a Frente Ampla, que reúne a MUD e organizações sociais, descartou.

“Não vamos cair em estratégias que visam manter a fraude de ontem como um fato aceito”, assinalou Omar Barboza, presidente do Parlamento de maioria opositora.

Mas a oposição, que exige “eleições verdadeiras” este ano, está profundamente dividida. Falcon se afastou da MUD para lançar sua candidatura e não conseguiu tirar o estigma de “traidor”, que também é tido do lado do chavismo.

“Falcón não conseguiu ganhar Maduro nem a MUD. Virão recriminações mútuas, tentativas de capitalizar a abstenção”, disse Salamanca.

Para os especialistas, o desafio da oposição é se reunir em torno de “uma estratégia” que quebre o chavismo, no poder há quase duas décadas.

Uma “implosão” representa o “maior risco” de Maduro – que tem o apoio da cúpula militar – se cada vez mais funcionários se sentem encurralados pelas sanções, opinou Leon.

O analista Benigno Alarcón considerou que, cercado, o governo poderia radicalizar seu sistema político. Diego Moya-Ocampos, do IHS Markit (Londres), não descarta novos protestos.

Brasil

Após os governos esquerdistas, sob a liderança do PT, o Brasil abriu as fronteiras, principalmente para a Venezuela. Hoje, são milhares de venezuelanos que fugiram para morar no Brasil na esperança de escapar da fome que assola aquele País. Só em Boa Vista já são mais de 40 mil pessoas que correram da ditadura, atualmente, sob o comando de Maduro.
Com a reeleição do ditador, existe a possibilidade de uma invasão de venezuelanos ao Brasil nos próximos dias.

Redação: Visão Cristã
Com informação do Estado de Minas

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Morte prematura encerra a carreira pública do deputado Rômulo Gouveia

Um infarto fulminante encerrou a carreira política do deputado federal Rômulo Gouveia (PSD/PB). Na madrugada deste domingo (13), o parlamentar faleceu no Hospital Antônio Targino, em Campina Grande. Coube ao médico Amaro Jorge a responsabilidade pelo anúncio da morte. A prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, decretou luto oficial no Município por três dias.

O velório vai acontecer na Câmara Municipal da qual ele foi presidente. Hoje à noite, o corpo segue para o Cemitério Campo Santo da Paz, onde segue sendo velado até às 16 horas desta segunda-feira, quando será sepultado. O velório será aberto ao público. Rômulo era casado com a pedagoga e ex-deputada estadual Eva Gouveia e deixa quatro filhos.

Rômulo Gouveia, de 53 anos, havia passado uma semana hospitalizado na Clínica Santa Clara, em Campina Grande, para tratar uma infecção urinária. Ontem à noite ele recebeu alta. Contudo, foi encaminhado para o Hospital Antônio Targino após sentir os sintomas de infarto. Os médicos tentaram reanima-lo, porém ele não resistiu.

Rômulo José de Gouveia era formado em administração, bacharel em direito e servidor público. Sua trajetória política teve início em 1992, quando foi eleito vereador em Campina Grande sendo reeleito em 1996, chegando à presidência da “Casa de Félix Araújo”. Em 1998, assumiu o cargo de deputado estadual reelegendo-se em 2002. Foi presidente da Assembleia Legislativa e, em 2006, foi eleito deputado federal pela primeira vez. Em 2010, tomou posse como vice-governador da Paraíba e, em 2015, retorna à Câmara dos Deputados.

Atualmente o deputado Rômulo Gouveia fazia parte da diretora da Câmara dos Deputados, ocupando a quarta secretaria. Com a morte de Rômulo, quem assume o mandato efetivo na Câmara é Marcondes Gadelha (PSC).

CONSCIÊNCIA CRISTÃ

O deputado Rômulo Gouveia foi um dos incentivadores e colaboradores do Encontro Para a Consciência Cristã, principalmente nos primeiros anos de existência, quando ele ocupava cargo de secretário do Município de Campina Grande na administração Cássio Cunha Lima, iniciada em 1999.

Lembra o diretor executivo da VINACC, Euder Faber Guedes Ferreira, que “Rômulo foi um dos responsáveis pela cessão do espaço do Antigo Museu Vivo da Ciência e Tecnologia para a realização da primeira ‘Consciência Cristã’ em 1999. Além disso, foi um atencioso colaborador do evento intercedendo junto ao Governo do Estado, à Prefeitura de Campina Grande e até ao Ministério das Relações Exteriores, quando a VINACC precisou de intermediação para a vinda de preletores internacionais para a conferência cristã”.

Este ano, durante a realização dos 20 anos do Encontro Para a Consciência Cristã, Rômulo Gouveia foi homenageado pela VINACC ao lado de várias outras personalidades que contribuíram o evento durante esses anos.

Por: Gomes Silva
Redação: Visão Cristã